ALEPE aprova Vavá como Patrono do Futebol Pernambucano

By 17/12/2020 - 16:29Pernambuco

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou na tarde desta quinta-feira (17), o projeto de lei 1537/20, do deputado estadual Professor Paulo Dutra (PSB), que declara o ex-jogador recifense Edvaldo Izídio Neto, o Vavá, como Patrono do Futebol Pernambucano. Também conhecido como Peito de Aço e Leão da Copa, Vavá tem em seu currículo os títulos de duas copas do mundo (Suécia 1958 e Chile 1962), a artilharia da Copa de 1962 e as marcas de ser o terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira na história dos mundiais, atrás apenas de Pelé e Ronaldo, além de ser o único jogador a marcar gols em duas finais seguidas de Copas do Mundo.

“Vavá tem um currículo extremamente vitorioso no futebol. É sem dúvidas um dos atletas pernambucanos mais bem-sucedidos em todos os tempos, contando todas as modalidades esportivas. Jogou em três clubes pernambucanos, América, Íbis e Sport, e fez história em times nacionais, como Vasco e Palmeiras, e em clubes internacionais, como o Atlético de Madrid. Por toda essa história de êxito no futebol, superando outros grandes atletas nascidos no estado, acreditamos que é muito justo o título de Patrono do Futebol de Pernambuco ao grande artilheiro Vavá”, justificou o autor do projeto de lei que seguiu para a sanção do governador Paulo Câmara. Dutra também criou os PLs que declararam Paulo Freire como patrono da educação pernambucana e Clarice Lispector como patrona da literatura do estado.

Além de brilhar nos dois primeiros títulos da seleção brasileira em mundiais, Vavá tem uma passagem histórica pelo Vasco, onde marcou 191 gols, tornando-se um dos maiores artilheiros do clube carioca. É conhecido ainda por vencer o Real Madrid, um dos maiores clubes do mundo, em três finais de campeonato, sendo uma pelo Vasco (Torneio de Pais em 1957) e duas pelo Atlético de Madrid (Copa do Rei da Espanha de 1960 e 1961).

Na temporada europeia de 1958 e 1959 foi vice-artilheiro da Liga dos Campeões. Jogou ainda no América (México), no San Diego Toros (EUA) e na Portuguesa (Rio de Janeiro), foi técnico do Córdoba (Espanha) e integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Faleceu no ano de 2002, aos 67 anos de idade, vítima de um infarto.

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