Álvaro Porto sai em defesa do agronegócio como gerador de alimentos, divisas e empregos

By 04/05/2021 - 11:56Pernambuco

Representante do Agreste Meridional na Assembleia Legislativa e comprometido com os pleitos dos produtores agropecuários, o deputado Estadual Álvaro Porto (PTB) endossou, nesta terça-feira (04.05), a nota da Sociedade Nordestina de Criadores em desagravo às críticas feitas em reunião plenária pelo deputado João Paulo (PCdoB) que atribuiu ao agronegócio o adjetivo de setor “tóxico” por, segundo ele, contribuir para a fome e destruição do meio ambiente. De acordo com Porto, há injustiça e equívocos nas declaração do parlamentar comunista.

“Os números falam por si. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio teve uma expansão recorde de 24,31% em 2020, segundo dados a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA. Com esse resultado, o setor ampliou para 26,6% sua participação no PIB total do país no ano passado, contra 20,5% em 2019”, observa.

Porto lembra que, além de abastecer a mesa do brasileiro, o agronegócio responde, ano após ano, por recordes nas exportações. “Dados de janeiro a julho de 2020 do Ministério da Agricultura e Pecuária, apontavam que o país enviou ao exterior 131,5 milhões de toneladas de produtos agrícolas por US$ 61,2 bilhões, valor 9,2% acima do mesmo período de 2019. No fechamento do ano, em plena pandemia, as exportações do setor chegaram a US$ 100,81 bilhões, ultrapassando os US$ 96,9 bilhões apurados em 2019 e batendo o recorde histórico de US$ 101,2 bilhões de 2018”.

Há que destacar que neste contexto o país reafirmou sua condição de maior produtor e exportador global de soja. Segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia, o país vendeu, em 2020, 82,978 milhões de toneladas ao exterior, alta de 12% ante 2019, que havia fechado em 74,063 milhões de toneladas. Sozinhas, as exportações de soja em grão representaram 81,1% do valor exportado e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas. Do mesmo modo, o país se manteve no posto de maior exportador de carne bovina (in natura e processada. Em 2020, as exportações atingiram o recorde de 2,016 milhões de toneladas, um crescimento de 8% na comparação com as 1,875 milhão de toneladas verificadas em 2019.

Além disso, destaca Porto, na contramão de outros setores da economia, o agronegócio teve, em 2020, o melhor resultado na geração de empregos em dez anos. O deputado cita levantamento da CNA, divulgado em fevereiro deste ano, que mostra que, mesmo com a pandemia e performances abaixo das previsões na criação de novas vagas de trabalho, o agro gerou 61.637 novos postos com carteira assinada, chegando ao melhor desempenho desde 2011, quando o saldo foi de 85.585 contratações.

Álvaro Porto enfatiza que Pernambuco tem no agronegócio os maiores números alguns dos principais percentuais na exportações do estado. O açúcar de cana responde por 26% e mangas e uvas frescas, por 14%. O deputado lembra que o cultivo de frutas e a vitivinicultura do Sertão do São Francisco são referência no país, gerando divisas e empregos, assim como setor avícola que responde atualmente pela produção de 10 milhões de ovos/dia e de 14 milhões de aves por mês.

Além disso, observa ele, a bacia leiteira do estado, mesmo enfrentando crises por conta de períodos de estiagem e, agora, com a pandemia, segue respondendo por uma fatia significativa da economia do Agreste, abastecendo queijarias artesanais e aquecendo o comércio de carnes. Porto frisa que foi justamente o potencial da pecuária da região que atraiu para Canhotinho o frigorífico da Masterboi, unidade industrial que está sendo construída com investimentos da ordem de R$ 120 milhões.

O empreendimento vai gerar 800 empregos diretos e outros 3 mil indiretos e terá capacidade de abater 500 bois e processar 250 toneladas de carne/dia, incluindo suínos, caprinos e ovinos. “A capacidade de produção do frigorífico vai exigir melhoramento e aumento de rebanhos, demanda que representará um crescimento gigantesco de negócios para os produtores locais, gerando renda, desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida pra quem vive no Agreste. Ou seja, o agronegócio é fundamental para abrir fronteiras econômicas e transformar realidades”, afirma.

O deputado faz questão de reconhecer a importância fundamental e o papel da agricultura familiar em Pernambuco e no país, tanto na produção de alimentos como na criação de condições para manter os produtores no campo. Porém, diz que não é justo incriminar o agronegócio. “Cada setor tem sua função e relevância social e econômica. Como salienta a Sociedade Nordestina de Criadores, o agronegócio responde pelos resultados mais expressivos da balança comercial brasileira, gerando emprego e renda a todas as regiões do País.

Ainda se referindo à nota da entidade, Porto reitera que Pernambuco é destaque no setor sucroalcooleiro, no qual emprega maciçamente o homem do campo, sendo ainda o quarto maior produtor de ovos do Brasil, possuidor de aproximadamente 25% do rebanho de caprinos do País, além de significativa bacia leiteira.

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