Alvinho Porto denuncia falta de pagamento e humilhação a garis em Quipapá

A diferença do salário declarado e o total pago, de fato, aos garis contratados pela Prefeitura de Quipapá (Mata Sul) é alvo de denúncia apresentada ao Ministério Publico de Pernambuco pelo pré-candidato a prefeito do município Alvinho Porto (sem partido). Declaração assinada pelo secretário de Finanças indica que o salário é de R$ 998,00, mas o total recebido mensalmente pelos trabalhadores é R$ 500,00 (veja nas imagens anexas). “Pra onde vão os R$ 480,00 que não entram na conta?”, questiona Alvinho. Além disso, segundo ele, os salários estão atrasados e os servidores sendo submetidos a humilhações e demitidos por questionarem a injustiça.

A decisão de encaminhar a denúncia aconteceu nesta segunda-feira (16.03) após reunião em que um grupo de funcionários da coleta de lixo de Quipapá relatou a Alvinho a falta de respeito do Executivo municipal para com eles. “A informação que os trabalhadores receberam da Prefeitura é de que, por conta de uma senha bancária que foi perdida, o pagamento não foi feito. Essa desculpa esfarrapada ninguém engole. Ao questionarem a Prefeitura, eles foram demitidos”, afirma Alvinho.

De acordo com ele, as condições de trabalho são as piores possíveis. “O serviço é feito sem nenhum equipamento de proteção individual como luvas, botas. É inacreditável que a Prefeitura de Quipapá trate seus funcionários em condições de trabalho escravo“, desabafa.

O pré-candidato anunciou que vai cobrar explicações e atitude à Prefeitura, prestar assistência jurídica necessária aos trabalhadores, além de encaminhar denúncia ao Ministério Público e à Câmara de Vereadores, que tem o dever de fiscalizar o Poder Executivo municipal.

Também diz esperar que a pré-candidata Lucemar Dias (PSD), apoiada pelo prefeito Cristiano Martins (PSB) e tendo a máquina municipal a seu favor, se posicione em defesa dos trabalhadores que estão sendo desrespeitados e injustiçados pela gestão do seu aliado.

“Espero que a turma dos R$ 18 milhões mude a maneira de tratar seus funcionários que mais precisam”, disse, se referindo à Operação Gênesis, através da qual o MPPE e a Polícia Civil de Pernambuco investigam há mais de um ano o esquema criminoso que resultou no desvio de R$ 18 milhões da Prefeitura de Quipapá.

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