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Coluna FalaPE – Mesmo “apresentando” Humberto para o governo, PT apoiará nome do PSB

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O diretório estadual do PT aprovou, ontem (19), o nome do senador Humberto Costa para concorrer ao Governo de Pernambuco por puro jogo de cena. Petistas e socialistas já estão acertados aqui no estado e no Brasil. Portanto, o movimento do PT local foi com o único objeto de dizer “estou aqui, viu”.

Pelo acordo firmado entre o ex-presidente Lula e a cúpula do PSB, o partido de Eduardo Campos vai continuar indicando o cabeça de chapa na corrida pelo governo – estão cotados os secretários Geraldo Júlio, Zé Neto e Fernandha Baptista -, enquanto os petistas ficarão com a indicação do futuro candidato a senador.

Claro que Humberto Costa e o diretório estadual serão consultados; mas a palavra final sobre quem será o escolhido virá de Lula. Nos bastidores, a informação é que a preferida do líder maior petista é a deputada federal Marília Arraes. Caso a parlamentar não entre na disputa pelo Senado em decorrência do azedume que é a sua relação com o PSB, outro nome será definido.

Nesse cenário, pode até pintar um indicado de outro partido para a vaga que cabe ao PT na chapa da Frente Popular. Mas tudo com a palavra final de Lula. Para ajustar acertos nacionais, não será estanho se Lula indicar, ao invés de um petista, quadros de outros partidos, a exemplo dos deputados federais Eduardo da Fonte (PP), Sílvio Costa Filho (Republicanos) e André de Paula (PSD), presidentes estaduais de seus partidos.

Voltando ao início da coluna, o que se tem praticamente certeza no meio político é que a apresentação do nome de Humberto pelo PT de Pernambuco é mais simbólica do que qualquer outra coisa. É quase zero a chance de o PT nacional trocar um apoio certo do PSB à candidatura de Lula, com a possível filiação de Geraldo Alckmin ao partido para ocupar a vaga, por uma aventura aqui no estado.

O povo quer saber: quem Lula indicará para o Senado pela Frente Popular?

Coluna FalaPE – Raquel e Miguel disputam municípios do Sertão do Araripe

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Enquanto o PSB segue sem definir – pelo menos oficialmente – seu nome para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas em 2022, os dois pré-candidatos da oposição que se colocam para o pleito estão disputando município a município, voto a voto. No caso deste final de semana, trata-se do Sertão do Araripe, região visitada pelos prefeitos Raquel Lyra (Caruaru) e Miguel Coelho (Petrolina).

Ontem, a caruaruense gastou sola de sapato na região do Polo Gesseiro. “Falar do Araripe é falar sobre uma região que é responsável pela produção de gesso que alimenta 95% da construção civil do nosso país. É falar com uma região que tem um forte potencial agrícola, mas onde a gente tem pouca infraestrutura. Precisamos conversar com as regiões, dialogar sobre elas e construir projetos de desenvolvimento sustentável para que essas próprias regiões que hoje apresentam problemas”, destacou a presidente estadual do PSDB.

Acompanhada do ex-senador Armando Monteiro, do ex-prefeito de Garanhuns Izaias Regis, do ex-prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas e lideranças da região, Raquel esteve em Exu, Bodocó, Ouricuri, Trindade e Ipubi antes do encontro do Movimento Levanta Pernambuco que foi realizado na noite de ontem, em Araripina.

A cidade de Araripina, aliás, é onde estará Miguel Coelho neste sábado (18). O prefeito de Petrolina reunirá apoiadores da região às 18h30, em uma casa de eventos. Mais conhecido que Raquel por lá, Miguel se beneficia ainda por causa da proximidade geográfica entre Petrolina e a região, claro, no comparativo com Caruaru.

Além disso, o clã dos Coelho faz muita política no Araripe, se fazendo presente em praticamente todas as cidades da região; sempre com a atuação do senador Fernando Bezerra Coelho e dos deputados Fernando Filho (federal) e Antônio Coelho (estadual). Como nem Miguel e nem Raquel abrem da disputa, a briga vai ser boa também por aquelas bandas.

O povo quer saber: quem ficaria com mais votos no Araripe se a eleição fosse hoje: Raquel ou Miguel?

Coluna FalaPE – E agora, Miguel?

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Foto: Jonas Santos

E agora, Miguel? A aliança acabou, o dinheiro sumiu, a pré-campanha esfriou… O trecho que abre essa coluna é uma paródia mal feita do famoso poema “José”, do grande Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1942, que ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo nos centros urbanos.

Fazendo um paralelo com a política, o “José” do poema seria o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, pré-candidato ao governo cujo projeto de chegar aos Palácio do Campo das Princesas foi duramente impactado pelo rompimento do seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, com o presidente Jair Bolsonaro.

A gota d’água foi a traição de Bolsonaro, que abandonou FBC na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União. Depois de entregar a liderança do governo no Senado e desembarcar da base bolsonarista, Bezerra Coelho tem um problemão para administrar: a torneira fechada no tocante aos recursos federais que sempre irrigaram as bases do senador; tendo Petrolina como seu carro chefe.

Agora, no caso de Miguel, sem a garantia de recursos federais para seguir fazendo um governo exitoso em Petrolina, nem o exército bolsonarista do seu lado na campanha, Miguel se vê em uma encruzilhada; perdido e só, exatamente como José de Carlos Drummond. A mesma aura de incerteza que vemos no poema tomou conta da pré-campanha do petrolinense.

Sem Bolsonaro e um palanque nacional para se agarrar, Miguel fica meio que órfão; em algum lugar entre o lulismo e o bolsonarismo. Seu futuro partido, o União Brasil, fusão do PSL com o DEM, segue sem definição no cenário nacional. Comandante nacional da legenda, o deputado federal pernambucano Luciano Bivar está correndo atrás de uma
Indicação para ser vice-presidente de alguém.

Isso mostra que Bivar tem interesses maiores do que os ligados ao seu estado natal. Então, entre resolver a sua vida ou cuidar da eleição de Miguel, Bivar não vai titubear em salvar a própria pele. Como vemos, o cenário futuro é desafiador para Pernambuco.

O povo quer saber: Miguel se mantém candidato a governador ?

Coluna FalaPE – Rompimento entre FBC e Bolsonaro fará secarem os recursos para grupo do senador?

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Depois de ser descaradamente traído pelo presidente Jair Bolsonaro na eleição para a vaga do Senado no Tribunal de Contas da União (TCU), onde terminou o pleito com apenas sete votos, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho não teve outra saída a não ser a de entregar a liderança do governo na Casa Alta. FBC deixou o Bolsonarismo pela porta dos fundos depois de ter feito uma guinada à direita para aderir ao grupo.

Segundo a Folha de S. Paulo, Bezerra ainda precisou passar pelo desgaste de enviar uma certidão negativa a todos os senadores, uma vez que sua candidatura havia sido questionada. Isso porque uma resolução do TCU aprovada recentemente impede a nomeação de ministros que sejam réus por improbidade administrativa ou ações penais por crime doloso contra administração pública.

Nos últimos dias, a Folha publicou uma série de reportagens que mostraram como emendas do então líder do governo viraram moeda de troca em sua base eleitoral, a região do município de Petrolina. A entrega de caixas d’água com recursos de emendas não atende necessariamente a quem mais precisa, e sim a quem a aceita como moeda de troca ou é mais próximo dos políticos. Outra reportagem mostra que asfalto pago com recursos públicos derretiam e ganhou o apelido de farofa.

Independente dessas críticas, o volume de obras que fez do prefeito e pré-candidato a governador Miguel Coelho, filho de FBC, um gestor extremamente bem avaliado em Petrolina tem a chancela do Governo Bolsonaro. Além disso, os aliados do senador no interior de Pernambuco – tanto no Sertão quanto no Agreste – devem muito do avanço de suas gestões ao dinheiro verde e amarelo vindo da União. E a pergunta que fica no ar é essa: essa fonte de recursos federais vai secar?

A resposta deve ser sim. Ontem mesmo já corria nos bastidores a informação de que Bolsonaro não se considera devedor de Bezerra Coelho. Pelo contrário, para o presidente é o senador quem deve a ele.

Com essa resposta, os prefeitos ligados a FBC e Miguel podem esquecer o caminho de Brasília porque, enquanto Bolsonaro estiver sentado na cadeira, a torneira ficará fechada!

O povo quer saber: quem FBC vai apoiar para presidente em 22?

Coluna FalaPE – Bolsonaro traiu Fernando Bezerra Coelho

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Candidato à vaga do Senado para o Tribunal de Contas da União, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho foi traído pelo presidente Jair Bolsonaro na disputa, amargando o terceiro lugar com pífios sete votos. Líder do governo na Casa Alta, FBC esperava ter entre 30 e 35 votos vindos da base situacionista. Resultado totalmente diferente do que se viu na prática.

A imensa maioria dos senadores governistas não votaram em Bezerra Coelho, mas em Antonio Anastasia. O ex-governador de Minas Gerais, apoiado pelo presidente do Senado, seu conterrâneo Rodrigo Pachêco, teve 52 votos, vencedor a disputa que ainda teve Kátia Abreu na segunda colocação com 19 votos. Agora, o nome de Anastasia segue para votação na Câmara dos Deputados.

A traição de Bolsonaro somada à derrota de FBC têm consequências diretas na eleição do ano que vem em Pernambuco. Como viu ir embora a chance de virar ministro do TCU, Bezerra Coelho terá, então, que disputar mandato em 2022 para não perder o foro privilegiado. E é aí onde está o problema.

Partindo do pressuposto de que o senador não pode ficar na planície se não quiser correr o risco de ter prisão decretada em decorrência dos muitos processos a que responde, Fernando Bezerra pode ter de “sacrificar” um dos filhos no pleito do ano que vem. Será que o parlamentar é capaz de cortar na pele?

Se concorrer a deputado federal, FBC vai certamente tirar votos do deputado Fernando Filho, que exerce mandato desde 2007. Caso não haja chance de disputarem os dois uma vaga na Câmara e Fernandinho tenha que “descer” para a Assembleia Legislativa, o prejudicado será Antônio Coelho, que se prepara para a primeira reeleição – essa tese de Fernando Filho “descer” é, contudo, bem remota.

Por fim, o maior dos problemas: se Fernando Bezerra quiser concorrer à reeleição para o Senado vai jogar uma pá de cal na candidatura do filho Miguel Coelho a governador; já que os dois não podem compor a mesma chapa. Ou seja, vítima da traição de Bolsonaro, FBC e seu clã política se prejudicaram muito no xadrez eleitoral do ano que vem depois do dia de hoje.

O povo quer saber: qual cargo FBC vai disputar em 2022?

Coluna FalaPE – Fernando Bezerra Coelho ganha terreno na disputa pelo TCU

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Com o afunilamento da disputa por uma vaga no Tribunal de Contar da União (TCU), o senador Fernando Bezerra Coelho vem ganhando terreno na corrida contra os colegas de Casa Alta Antonio Anastasia e Kátia Abreu.

FBC já é apontando como um possível vencedor do pleito. Segundo matéria do Poder 360, todos os candidatos dizem a aliados ter o maior número de votos. As contagens variam de 35 a 40 apoios. A ideia é que até os últimos momentos desta terça (14), os três concorrentes tentem virar votos e viabilizar seus nomes.

As indicações são dos líderes dos partidos na Casa. Estas são encaminhadas à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), que precisa aprová-las para encaminhá-las ao plenário. No último estágio, os senadores votam em cédulas em qual colega querem que seja o indicado do Senado à Corte de Contas. O pleito é de turno único e basta ter o maior número de votos para vencer.

O principal trunfo do emedebista é o apoio maciço que conseguiu dentro de sua sigla, a maior bancada do Senado. As promessas de voto a Anastasia são fruto de negociações pela eleição de Rodrigo Pacheco para a Presidência do Senado, enquanto Kátia tem o ao seu lado o ex-presidente da Casa Renan Calheiros e o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que é senador licenciado.

Nas contas de alguns senadores, a maioria dos integrantes das bancadas de PSD, Podemos, PSDB, DEM, Cidadania e Rede estão com Anastasia. Kátia contaria com o PP e o PT, ao qual é filiado o suplente da senadora, Donizeti Nogueira. Bezerra teria o grosso dos votos do MDB e da base governista.

Mas, como a votação é secreta, senadores reconhecem a possibilidade de haver traições. Além disso, muitos estão prometendo apoio a mais de um candidato. O governo abriu a vaga no TCU ao indicar o ministro Raimundo Carreiro para ser embaixador em Portugal, mas não definiu apoio claro na escolha de seu sucessor.

O povo quer saber: FBC leva essa vaga no Tribunal de Contas da União?

Coluna FalaPE – PSB confirma candidatura ao Governo do Estado em 2022

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Está definido: o PSB terá candidato a governador de Pernambuco em 2022. O martelo foi batido no XV Congresso Estadual da legenda, realizado nesse domingo (12). A decisão encerra qualquer especulação de que o partido que governa o estado desde 2007 poderia abrir mão da cabeça de chapa para outra sigla da Frente Popular. O PSB está seguindo os ritos; o próximo passo é apresentar o candidato ou a candidata.

No congresso de ontem, o apoio à decisão foi aclamado pela militância socialista, que esteve presente em peso na Assembleia Legislativa (Alepe), no Recife, onde foi realizado o evento. Na ocasião, Sileno Guedes, à frente do PSB desde 2011, foi escolhido para seguir na presidência estadual do partido. O prefeito do Recife, João Campos, foi eleito 1º vice-presidente estadual. O mandato deles e dos demais membros da Executiva, também escolhidos no congresso, será de três anos.

Durante a mesa solene do evento, o governador Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, ressaltou o papel histórico do partido na trajetória de Pernambuco e do Brasil, posição que, segundo ele, continuará sendo fundamental no contexto da sucessão ao Governo do Estado e da escolha do próximo presidente da República, em 2022. O gestor citou também a preocupação com a área social, a saúde, a segurança e a educação como marcas dos governos do PSB, em contraponto a um cenário de desmonte de políticas públicas e de má gestão nos setores político, econômico e social vivenciado no âmbito do Governo Federal.

“A Frente Popular, no próximo ano, vai, mais uma vez, mostrar sua história, mostrar a que veio e por que governa há tanto tempo este estado. Pernambuco chega a 2022 altivo, sereno, trabalhando, no caminho certo. Não podemos deixar, de maneira nenhuma, que o Brasil continue a ser governado da forma que está sendo governado e que Pernambuco ande para trás”, cravou.

No mesmo sentido, o prefeito João Campos lembrou que as decisões que o povo brasileiro terá que tomar em 2022 não serão triviais e que é preciso que as forças democráticas estejam irmanadas. “O campo democrático, que um dia resistiu à ditadura, conseguiu entregar uma democracia e construir um estado democrático de direito muito mais sólido para as gerações futuras, terá que ter a capacidade e a maturidade de se juntar para derrotar o governo Bolsonaro. A política nasce da capacidade de uma relação civilizada, diferente do que está colocado aí, que é a antipolítica e não representa o Brasil de verdade”, afirmou. “O PSB de Pernambuco, como maior colegiado do partido no Brasil, vai ter uma responsabilidade na condução desse debate”, complementou.

Já o presidente estadual do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, classificou como corajosa a posição da legenda de se revisitar internamente, por meio do projeto da autorreforma, buscando apontar para o futuro sem deixar de lado suas pautas históricas. “O PSB hoje se coloca como o espaço mais apropriado para fazer política na esquerda brasileira. Não vai haver discussão sobre a eleição presidencial do ano que vem sem que o PSB seja uma voz presente nas grandes decisões. O PSB é o partido que está organizado e o espaço plural mais democrático na esquerda democrática. O PSB tem condição de abrigar todos que sonham e que querem um Brasil diferente do que está posto hoje”, declarou, exaltando o papel dos segmentos na dinâmica interna do partido.

Estiveram presentes no Congresso Estadual representantes do PSB nacional, deputados federais e estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores filiados ao partido, além de lideranças de outras agremiações que compõem a Frente Popular de Pernambuco, como a vice-governadora Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB; o deputado federal Silvio Costa Filho, presidente estadual do Republicanos; e o deputado federal Wolney Queiroz, presidente estadual do PDT.

Além dos representantes da Executiva do PSB em Pernambuco, também foram eleitos no congresso os membros do diretório estadual e os componentes dos sete segmentos do partido: Mulheres, Raça e Etnia, Juventude, Movimento Popular, Movimento Sindical, LGBT e Pessoa com Deficiência. Ainda durante o evento, foram escolhidos os delegados que representarão Pernambuco no Congresso Nacional do PSB, previsto para ocorrer em abril, em Brasília. O XV Congresso Estadual do PSB homenageou José Rodrigues da Silva, militante histórico do partido. Ele faleceu em outubro, aos 81 anos, em Bom Jardim, no Agreste pernambucano, onde viveu e trabalhou até seu último dia em favor do homem e da mulher do campo.

O povo quer saber: Quem será o nome que o PSB apresentará a Pernambuco para 22?

Coluna FalaPE – Gesto nobre de união entre o prefeito João Campos e vereadores vira exemplo no Recife

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Foto: Guga Matos/PCR

Um gesto muito nobre vindo da parte do prefeito João Campos e de todos os vereadores do Recife, capitaneados por Romerinho Jatobá e Eriberto Rafael, vai acarretar em melhorias para a cidade. É que os parlamentares recifenses – todos, de governo e oposição – farão a maior destinação de recursos da história do Poder Legislativo: serão R$ 30 milhões entregues à PCR para realização de obras de infraestrutura em bairros e comunidades de toda a cidade.

A colaboração entre Legislativo e Executivo é a prova concreta de que os poderes constituídos podem, sim, trabalhar de mão dadas em prol do bem maior: o povo da sua cidade. Gestos como esse enaltecem a atividade política e provam que o caminho para se lograr mais êxitos é o da colaboração mútua.

O anúncio aconteceu nessa sexta-feira (10), na Prefeitura da cidade, com as presenças do presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB); do primeiro-secretário da Casa, Eriberto Rafael (PP); dos líderes do governo, Samuel Salazar (MDB) e Rinaldo Junior (PSB); e da oposição, Renato Antunes (PSC) e Tadeu Calheiros (Podemos). Os parlamentares foram recebidos pelo prefeito João Campos e pelo secretário de Governo, Carlos Muniz.

O montante é resultado de uma série de economias realizadas pela Câmara Municipal, como a diminuição de custeio e a informatização dos processos, além dos cortes provocados pela pandemia. Outra parte dos recursos são originários do fundo para a construção da sede do Legislativo, criado pela lei municipal número 17.853/2012.

De acordo com a legislação, a verba do fundo só poderia ser usada para aquisição de um novo prédio para abrigar os trabalhos da Casa de José Mariano. “Reunimos as lideranças partidárias e apresentamos a proposta para alterar a lei, fazendo esse repasse ao Executivo. Todos concordaram e já na segunda-feira (13) a Comissão Executiva irá apresentar o novo projeto”, explicou o primeiro-secretário Eriberto Rafael.

Para o presidente da Câmara, Romerinho Jatobá, a ação comprova a sintonia entre os poderes, apesar da independência necessária, além de ser uma demonstração de grandeza do parlamento. “O Recife está iniciando sua retomada econômica e voltando a investir em obras públicas. Fechamos o primeiro ano da Legislatura com uma decisão histórica de vereadoras e vereadores, que certamente irá impactar na melhoria da qualidade de vida de milhares de recifenses”, complementou.

O líder do governo na Casa, vereador Samuel Salazar, reforçou que se trata de um ato suprapartidário com o objetivo de investir recursos na cidade. “É uma decisão constituída pela unanimidade da Casa Legislativa”. Opinião compartilhada pelo líder da oposição, vereador Renato Antunes. “O fruto dessa decisão é servir ao povo do Recife”.

O prefeito João Campos agradeceu à Câmara Municipal e afirmou que o gesto mostra grandeza, compreensão do momento atual e deve servir de exemplo para outras cidades. “É possível buscar confluência naquilo que é maior que todos nós, que é o bem do povo da cidade”. Ele garantiu que a totalidade dos recursos será usada em investimentos na infraestrutura na cidade.

O povo quer saber: os legislativos de outros municípios não podem seguir o belo exemplo dado na capital?