Coluna FalaPE – A decadência política de Jayme Asfora

By 18/11/2021 - 01:10ColunaFalaPE

Olha, se teve um derrotado nesta eleição para a Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco (OAB-PE), essa figura atende pelo nome de Jayme Asfora. O advogado, procurador do Estado e ex-vereador, que já foi o todo poderoso da Ordem, entidade que presidiu entre 2007 e 2010, hoje é um pária, com o perdão da palavra. E vive em franca decadência; tanto na política partidária, quanto na de classe.

Jayme, dizem, foi o principal responsável por puxar para baixo a chapa da oposição, liderada por Almir Reis, que, por muito pouco, não quebrou a hegemonia do grupo do qual fez parte Asfora; e que acabou o escanteando. Ou seja, Jayme tirou foi votos de Almir, dada as inimizades que fez na categoria e sua forma de fazer políticas afastando as pessoas.

Ao invés de discutir ideias e propostas, Jayme preferiu usar o pouco dos holofotes que ainda lhe restam para fazer uma campanha abaixo da linha da cintura, tentando ligar o candidato vencedor Fernando Ribeiro Lins ao que chamou de “oligarquias” da Advocacia e da política – nesse último caso, ele exemplificou ligando o termo “oligarquia” ao PSB, partido a quem faz oposição:

O ex-presidente da Ordem gasta seu tempo pregando a não-política. Logo ele, que utilizou a militância na OAB para se projetar na política e eleger-se vereador do Recife. Depois de amargar uma derrota na tentativa de reeleger-se para a Câmara Municipal, em 2020, Asfora se meteu nesta eleição da Ordem para fazer confusão.

É o resumo da obra não perdoa: ele caiu ainda mais em descrédito do que antes. Tanto que alguém se deu o trabalho de editar um vídeo onde Jayme, que agora prega a não-política, aparece com políticos de tudo que é lado, do ex-candidato a prefeito Recife pelo PSL, Carlos Andrade Lima, à vereadora petista Liana Cirne; passando por imagens dele com o governador Paulo Câmara com o ex-prefeito Geraldo Júlio; com o ex-senador Armando Monteiro e com o deputado federal Daniel Coelho.

Uma série de equívocos e erros estratégicos; cometidos por quem certamente está com os dias contados na política (em ambas, na partidária e na classista). O melhor que Asfora tem a fazer e “mergulhar”, cuidar da vida dele é esperar a poeira baixar.

O povo quer saber: os próximos candidatos a presidente da OAB-PE rejeitarão o apoio de Jayme Asfora?

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