Coluna FalaPE – João Campos reforça tese de candidatura própria do PSB a presidente

By 14/08/2021 - 00:01ColunaFalaPE

Filho de Eduardo Campos, o mais visionário governador que Pernambuco já teve, o prefeito do Recife, João Campos, aproveitou o mote da vinda do ex-presidente Lula a Pernambuco, amanhã, para defender uma candidatura própria do PSB ao Palácio do Planalto. No dia do sétimo aniversário da trágica morte do pai, então candidato a presidente, João deu uma entrevista a O Globo reafirmando sua posição.

“A eleição é em 22, que é o ano da disputa eleitoral, e aí deverá ser discutida pelos partidos. E eu já registrei minha posição de que o PSB deve ter protagonismo e deve apresentar uma candidatura própria. É o melhor cenário que observo”, pontuou João Campos, ressaltando, contudo, que estará no jantar com Lula, um tradicional aliado de Eduardo, por quem nutria um carinho especial, sendo a recíproca verdadeira.

João Campos está certo ao adotar o mesmo posicionamento que o pai tinha. Há tempos que o PSB tenta se firmar como um grande partido no cenário nacional. Chegou ao seu auge com Eduardo, um líder dinâmico, agregador de tanta gente, que, certamente, presidiria o Brasil em algum momento da vida, caso aquela tragédia de 13 de agosto de 2014 não tivesse ocorrido.

Depois daquela eleição, os socialistas – a despeito de continuarem soberanos em Pernambuco – perderam terreno e protagonismo nacionalmente para outras legendas do espectro esquerdista. E em política já se está careca de saber que time que não joga não tem torcida. Portanto, em um momento onde a Esquerda não está unificada, apesar da liderança de Lula nas pesquisas, por que abrir mão de disputar uma eleição onde a vitória poderia vir?

Quadros de renome nacional o PSB tem. Programa partidário, um norte, time, o partido também tem. Se não quisesse lançar alguém de casa, poderia filiar algum dos nomes que se colocam para a disputa, ou mesmo apostar em algum quadro promissor. Tenho certeza que, mesmo perdendo, o PSB sairia maior das urnas, com mais musculatura e em outro patamar.

É justamente isso que o prefeito do Recife defende. A mesma tese defendida por Eduardo e Doutor Arraes, que também faleceu em um dia 13 de agosto, só que de 2005. Para se tornar grande, o PSB não pode ficar debaixo da asa do PT, funcionando como sub-legenda da sigla de Lula. Olha o PDT como tem crescido ao insistir em Ciro Gomes para presidente. Esse tem de ser também o caminho dos socialistas. Afinal, quando mais opções de escolha, melhor para todos.

Lá na frente em um potencial segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro, os socialistas – aí sim! – poderiam muito bem compor com o PT, caso seu eventual candidato não passasse à segunda etapa da corrida eleitoral. Mas abrir mão dessa prerrogativa já agora, com o campeonato ainda na pré-temporada, é se acomodar demais e renunciar à possibilidade de crescer. Ainda dá tempo, PSB!

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