Coluna FalaPE – Paulo Câmara cotado para ser ministro em um eventual terceiro Governo Lula

By 13/08/2021 - 00:00ColunaFalaPE

Nas internas, como a Coluna Fala PE trouxe com exclusividade, há alguns dias, a cúpula do PSB estuda a possibilidade de o governador Paulo Câmara terminar seu mandato e não concorrer a nenhum cargo eletivo em 2022. Como justificativa, enumeram um empréstimo bilionário contraído pelo Governo de Pernambuco que permitirá a Paulo tirar muitas obras do papel e deixar uma marca da sua gestão.

Essa marca, argumentam os defensores da permanência do governador no cargo, ajudará na eleição do candidato socialista ao Palácio do Campo Das Princesas, o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio. Acrescente nessa equação o prefeito do Recife, João Campos, que, com uma gestão bem avaliada na capital e o peso do sobrenome, contribuiria para a seleção de Geraldo.

Mas o que ninguém discute abertamente é uma contrapartida para Paulo Câmara que o faça abrir mão de um mandato de deputado federal, por exemplo, para abrir espaço para a candidatura de Pedro Campos, terceiro filho de Eduardo Campos, e apontado como herdeiro do espólio eleitoral da família Campos, que já foi do pai, da avó Ana Arraes e do irmão João, recentemente.

Nessa altura das costuras entra o PT e seu líder maior, o ex-presidente Lula, que desembarca em Pernambuco no domingo para tratar da retomada do casamento eleitoral entre petistas e socialistas. Como carta na manga para assegurar o PSB no seu palanque nacional, Lula deve oferecer, em troca, um ministério em um eventual terceiro governo ao PSB. E o nome a ser indicado seria justamente o de Paulo Câmara, refletindo o peso que o núcleo pernambucano tem no comando do partido.

Paulo ministro ajudaria a projetar nacionalmente o jeito PSB de governar, tão alardeado pelos socialistas. A pasta a ser comandada por Paulo, logicamente, ainda não está definida. Mas sua possibilidade já acende o radar de muita gente dentro e fora do ninho socialista.

A hipótese de Paulo vir a ser candidato a vice-presidente da Lula, levantada no passado, já perdeu muita força nos últimos dias. Há ainda a problemática de que o governador de Pernambuco é um nome do Nordeste, região onde o ex-presidente é o mais forte, de longe.

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