Em Brasília, Túlio Gadêlha visita acampamento e entrega à Funai dossiê sobre a situação dos povos indígenas em Pernambuco

By 24/08/2021 - 16:04Brasil

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) esteve, na manhã desta segunda-feira (23), no Acampamento Luta Pela Vida que, desde domingo (22) reúne mais de 5 mil indígenas, de 117 povos de todas as regiões do Brasil, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O parlamentar foi recebido pelos representantes da delegação pernambucana, conheceu as instalações do acampamento, ouviu demandas das lideranças e articulou reunião de representantes indígenas com a Fundação Nacional do Índio –FUNAI.

Dossiê entregue à Funai – À tarde, acompanhado de lideranças indígenas, O deputado se reuniu com o vice presidente da Funai para entrega de um dossiê reunindo as principais questões dos povos originários de Pernambuco. O documento apresenta o panorama socioeconômico, territorial e o cenário atual de violações de direitos sofrido pelos povos indígenas em Pernambuco, quarto estado no ranking em número de populações indígenas no país, conforme dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2021).

“Além de apresentar as ações do mandato em favor dos povos originários, o documento reúne o resultado de um longo processo de escuta das doze etnias que vivem em Pernambuco. Assumimos o compromisso de questionar a Funai sobre os constantes ataques à vida dessa população. Reunimos diversos relatos de ocupação irregular dos territórios indígenas, violência e até depredação de patrimônio histórico. Viemos em missão de paz, mas com questionamentos sobre esta realidade e o que vai ser feito para mudar isso. Estamos aqui para somar a esta luta para que essas pessoas possam sobreviver no Brasil com mínimo de dignidade”, explicou Gadêlha.

Na reunião com a diretoria da Funai, participaram as cacicas Dorinha (Pankará) e Lucélia (Pankará), e os caciques Bertinho (Truká) e Valdemir Amaro Lisboa (Pipipã).
As etnias que vivem em Pernambuco são: Atikum, Fulni-ô, Kambiwá, Kapinawá, Pankaiwká, Pankará, Pankararu, Pipipã, Truká, Tuxá, Tuxi e Xukuru, divididas em vinte e uma localidades fixadas em dezoito municípios. De acordo com o levantamento feito pelo mandato do parlamentar, esses povos se encontram em situação de vulnerabilidade em virtude da discriminação étnico-racial sofrida, centrada na assimilação cultural histórica dessas populações e na invasão dos seus territórios ancestrais.

“Esta realidade, atrelada à conjuntura de ausência de políticas públicas robustas que garantam o acesso efetivo e culturalmente adequado aos seus direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, acarretou na exposição destas populações a diversas violações. Destaca-se, também, que a maioria das terras indígenas no estado não são reconhecidas pela Funai, tema central de uma das maiores violações de direitos que é o Marco Temporal, pautado no Congresso nos últimos meses”, concluiu o pedetista.

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