João Arnaldo, vice de Marília Arraes, se reúne com setores da cultura

Foto: Eric Gomes

O candidato a vice-prefeito na chapa de Marília Arraes (PT), João Arnaldo (PSOL), conversou, na manhã desta quarta-feira (25) com representantes da Associação Pernambucana de Ópera, Dança Cênica e Música de Concerto. A categoria reclama que na atual gestão houve perda de mão de obra qualificada nas instituições de música erudita.

A Orquestra Sinfônica está incompleta, dos 120 postos e apenas 50 estão ocupados. De acordo com a Associação, os músicos instrumentistas não conseguem emprego na área. A mão de obra, formada em instituições como o Conservatório Pernambucano, não é aproveitada localmente.

Os artistas também reclamam da falta de uma agenda cultural permanente. Segundo o grupo, a cultura não pode ser vista de forma sazonal. Entre outras propostas, a categoria quer implementar um modelo de direção artística do Teatro Santa Isabel. “Nós precisamos de uma gestão que tenha atenção para a cultura popular, mas que não se esqueça a cultura universal, erudita, deixada em segundo plano atualmente”, disse o músico Gueber Santos.

“A Orquestra Sinfônica do Recife não abre vaga há 18 anos. Em instituições como o Conservatório Pernambucano já o investimento de dinheiro público na formação desses alunos, que não ficam aqui. Há um problema de êxodo desses artistas”, continuou Gueber Santos.

João Arnaldo, como representante da candidatura de Marília Arraes, se comprometeu a conversar sobre a construção de um plano para o setor. “A área de cultura é umas prioridades para nós. Recife chegou a ter quase 5% do recurso para a cultura. Hoje é 1% e para os grandes eventos. E mesmo assim, os cachês são pagos com até dois anos de atraso.

Não precisa ser assim. Não é por falta de dinheiro”, defendeu João Arnaldo, que participou da reunião representando o compromisso da candidatura de Marília Arraes com a cultura.

Teatro

A conversa com os artistas da ópera é uma continuidade do diálogo com os setores culturais. Na última quarta-feira (24), João Arnaldo conversou com representantes da Artepe (Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambucano). A Artepe ajudou a elaborar o projeto para a cultura no plano de governo de Marília

“Cultura gera renda, movimenta a economia, tira o jovem das drogas. É uma área muito importante para qualquer gestão”, disse o presidente da Artepe, Feliciano Félix.

“Os artistas querem trabalhar nas periferias
A cultura não pode ser tratada como símbolo. Cultura é transversal com saúde, com educação, com a causa LGBTQI+, com diversas áreas”, continuou Félix. Os artistas locais reclamam do atraso no recebimento de cachês da prefeitura. Também querem que a cultura seja tratada como prioridade na administração pública.

“Temos que resgatar o Recife como a capital multicultural. Recife deixou de ser a cidade da cultura para ser uma cidade de dois ou três eventos, pagos por produtoras. A cultura como geradora de emprego e renda, como atração do turismo, como despertar de consciência de um povo. Nosso compromisso é resgatar a política cultural. Nosso plano de governo ressalta a agenda de cultura da forma como tem que ser: permanente, respeitando os artistas locais”, disse João Arnaldo no encontro.

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