João Campos: “Não abro mão de falar a verdade”

Candidato a prefeito do Recife defendeu os projetos de sua campanha, mas também alertou para propostas contraditórias da candidatura adversária

Candidato a prefeito pela Frente Popular do Recife, o deputado federal João Campos (PSB) participou, nesta quinta-feira (19), de debate realizado pela Rádio Jornal. Na ocasião, ele apresentou suas propostas para a cidade, mas também aproveitou a oportunidade para apontar as contradições das propostas apresentadas pela candidatura adversária. “Não abro mão de falar a verdade. Por mais dura que seja, a verdade é inegociável. Sempre respeitei o contraditório, mas não vamos admitir propostas incoerentes. É preciso ver a prática da pessoa, porque o discurso cabe tudo”, afirmou, destacando o seu compromisso com uma campanha limpa e pautada em propostas viáveis. “Sabemos fazer conta. Estamos prontos para trabalhar pelo povo do Recife”, complementou.

Um dos pontos críticos em relação às propostas da candidata adversária foi a promessa de zerar palafitas. João Campos questionou como isso seria feito e qual seria o custo. A resposta não conteve as informações pedidas e houve o reconhecimento de que as gestões petistas na cidade tinham entregue uma quantidade muito inferior ao número de palafitas existentes. “Foi dito no programa de governo da candidata que existem 26 mil palafitas. Fazendo uma conta básica, considerando o custo de R$ 83 mil para se construir uma unidade habitacional faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, e multiplicando pelo número total de palafitas citado, vamos chegar a um total de R$ 2,1 bilhões. Nos últimos 6 anos, desde 2014, os governos de Dilma, Temer e Bolsonaro realizaram um investimento de R$ 1,5 bilhão pelo programa federal”, frisou. Na sequência, ao apontar que a promessa não tinha sustentação, o prefeiturável lamentou que um “problema real, que deve ser enfrentado, receba uma solução que não é verdadeira”. “Não se brinca com a esperança das pessoas”, concluiu.

Seguindo a linha propositiva, lembrando que tem sido a sua prática desde o início da campanha, o candidato João Campos aproveitou a oportunidade para reforçar compromissos em áreas distintas. Firmou a proposta de aumentar em 50% o saneamento do município com foco nas áreas de interesse social, garantindo tirar o esgoto da porta dos moradores que mais precisam do poder público. Sobre o tema, também prometeu fazer as ligações de instalação hidráulica das casas para a rede coletora e isentar as famílias de baixa renda de pagar a taxa de esgoto.

No campo das ideias e projetos defendidos, ainda foram colocados em debate o Programa do Crédito Popular do Recife e o Desenvolve Recife, priorizando a geração de emprego e renda. Na educação, dobrar o número de vagas em creches, alfabetizar as crianças até os 7 anos de idade e criar um gancho com a qualificação profissional por meio do Embarque Digital compõem um tripé de desenvolvimento educacional. Ampliar a rede de atenção básica com um olhar especial para os locais sem proteção, consolidando a cultura do atendimento humanizado, é uma ação do candidato, porém, para além disso, criar uma UPA-E em Casa Amarela e Hospital da Criança são realizações para acolher os pacientes com mais qualidade e especialização. Ao tocar nesse assunto, João recordou que o partido da candidatura adversária se colocou contrário à implantação dos hospitais Miguel Arraes, Pelópidas e Dom Hélder e, da mesma forma, foram críticos à construção do Hospital da Mulher.

Na sua conclusão, João Campos disse estar animado em debater a cidade, seus desafios e avanços. “Conheço os quatro cantos do Recife e sei que a gente não pode perder a capacidade de ouvir, de ter humildade para discutir com o povo o que pode ser melhorado. Com a pandemia, assistimos a maior crise já passada pelas gerações vivas. É preciso preparo para encarar esse momento onde as desigualdades sociais foram acentuadas. E eu aprendi a crescer no desafio. Por isso, vamos fazer as transformações necessárias com muita força e entusiasmo. Acreditamos no potencial do recifense e sabemos que as pessoas vão escolher o futuro ao invés do passado”, finalizou.

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