João Paulo celebra os 20 anos do fórum social mundial e a volta do evento

By 26/11/2020 - 13:45Pernambuco

Em pronunciamento na sessão remota da Alepe, hoje (26), o deputado João Paulo saudou a notícia de que o Fórum Social Mundial está de volta depois de vinte anos. De 21 a 25 de janeiro de 2021, em Porto Alegre, movimentos de esquerda de diversos países se reunirão, presencialmente e por videoconferência, para discutir os desafios da atual conjuntura e as formas de enfrentá-los de maneira global e local. E ressaltou que apesar do “momento em que o País atravessa um de seus piores períodos da história, em que confluem um governo fascista, uma pandemia e uma grave crise social e política” o encontro vai ocorrer em meio ao crescimento das agendas neofascistas, neoliberais e de retirada de direitos, que se aprofundaram tanto no Brasil como no resto do mundo.

No entendimento do deputado, o fórum vai contribuir para recuperar e aprofundar os debates das ideias e seguir em frente para colocá-las em prática com iniciativas comuns pela construção de um novo modelo de economia mundial mais justo e menos excludente. João Paulo fez um breve histórico do Fórum Social Mundial que nasceu em 25 de janeiro de 2001, “com o objetivo de se contrapor ao Fórum Econômico Mundial que, desde 1971, reúne a elite do pensamento capitalista internacional na cidade suíça de Davos”, disse. Porto Alegre, segundo ele, foi uma escolha de forte simbologia, pois nessa época, a cidade tinha se tornado uma referência para a esquerda mundial em função das políticas implantadas pelas administrações do Partido dos Trabalhadores, em especial o Orçamento Participativo.

O Fórum vai discutir temas essenciais para a humanidade, como o meio ambiente, a justiça social, a diversidade, a situação dos povos originários, a tecnologia, o conhecimento, além de mais de uma dezena de outros eixos temáticos, como a liberdade de expressão, a economia social, as multinacionais, as privatizações de empresas públicas, as organizações financeiras , o desenvolvimento, a corrupção, a saúde e a educação públicas, a evasão fiscal e o sistema financeiro, reforça o deputado. “São assuntos que irão permear o atual estágio da crise sistêmica de um modelo de sociedade e de governança que não respondeu à altura à crise da Covid-19, especialmente na meca do capital, os Estados Unidos, e no Brasil sob o poder do bolsonarismo e seu descaso com a população, a negação da ciência e forte tendência a interpretar a realidade a partir de uma perspectiva que coloca a economia e os interesses de pequenos grupos privilegiados acima da vida dos que estão na base da pirâmide social”, ressaltou. Para João Paulo, os pontos que serão retomados podem continuar resumidos no slogan “Um novo mundo é possível,” mas que, atualizando a expressão aos dias de hoje, seria mais adequado dizer “um novo mundo não é apenas possível, mas absolutamente necessário”, finalizou.

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