Joel da Harpa participa do Vidas de Policiais Importam

Domingo de sol na Praia de Boa Viagem e um ato para ficar marcado na memória e no coração. Nos braços, uma coroa de flores simbolizando as dezenas de profissionais de segurança mortos em serviço, ao som do toque fúnebre da corneta. Assim, policiais municipais, estaduais e federais, familiares e amigos , todos juntos, encerraram o ato em defesa dos profissionais de segurança pública no ato Vidas de Policiais Importam que aconteceu no Parque Dona Lindu. O evento foi coordenado pelo Projeto Juntos Somos Fortes, através do Deputado Joel da Harpa.

Marcaram presença lideranças do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Pernambuco (SINPRF – PE); Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Sindicato dos Agentes e Assistentes de Segurança Socioeducativos do Estado de Pernambuco (SINDASSE – PE), Sindicato dos Guardas Civis Municipais do Recife (Sindguardas Recife), Sindicatos do Guardas Municipais de Ipojuca (Sindguardas Ipojuca).

Também estiveram a Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco (ASPRA – PE), Associação dos Cabos e Soldados (ACS – PE) e o Comando Pré – Militar Nacional (CPMN) e ainda lideranças de igrejas e esposas. O crescente aumento da violência contra as forças policiais vem preocupando as lideranças das categorias que acreditam ser o movimento importantíssimo para despertar a população para o problema.

“Nossos marido estão cada vez mais afetados psicologicamente. Precisamos estar junto deles porque eles têm sofrido. Vamos juntos valorizar essa categoria tão honrada que infelizmente tem sido pouco valorizada em nosso estado”, disse Jaqueline, esposa de um policial. “Meu pai morreu com 51 anos de idade, após 31 anos na Radiopatrulha, com um tiro de um malandro de 16 anos, defendendo um cobrador de ônibus mesmo estando aposentado. Isso o Governo não enxerga”, disse um policial.

A ausência de representantes de movimentos em prol dos direitos humanos foi duramente questionada pelas lideranças. “Mandamos os convites mas não vieram”, lamentou Joel. “Existem movimentos de negros, LGBT e sempre mandam pelo menos um representante. As vidas dos profissionais de segurança pública? Não importam?”, questiona um policial que veio do Interior do estado exclusivamente para participar do ato.

Estudos comprovam que mesmo com a pandemia e ao meses de isolamento social, o número de policiais assassinados cresceu 24%, passando de 83 para 103 vítimas entre policiais civis e militares da ativa. Pernambuco saltou de 7 agentes mortos para 10. “A cada colega que sai de serviço que volta para casa ileso, eu comemoro”, disse o diretor do Sinpol e policial civil aposentado Raimundo Lino, vítima de um acidente com a viatura em 2004.

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