Prefeitos do São Francisco se reúnem em busca de solução para moradores da reserva Tatu-Bola

Nesta terça-feira (29), os prefeitos George Duarte (Santa Maria da Boa Vista), Simão Durando (Petrolina) e Vilmar Capellaro (Lagoa Grande) se reuniram para discutir a Reserva de Vida Silvestre (RVS) Tatu-Bola, localizada em uma área 110 mil hectares que abrange os três municípios. Implantada em 2015, a área foi criada para preservar espécies endêmicas da região, mas a medida criou também um grande impasse com moradores e trabalhadores rurais da localidade, que passaram ter vários direitos restringidos.

A reunião foi um primeiro passo para formalizar um grupo de trabalho para analisar e propor a alteração ou suspensão do decreto atual do Estado. Os prefeitos defendem que o clamor das centenas de famílias da localidade seja atendido, possibilitando que as famílias possam produzir, tendo a segurança de suas terras e acesso a direitos e incentivos permitidos a outros produtores.

“Nosso objetivo não é causar nenhum impacto ambiental. Porém, é necessário um entendimento para que a gente possa conciliar os interesses. O atual decreto está colocando em risco o sustento de milhares de pessoas que vivem em áreas sobrepostas à Unidade de Conservação”, pontuou o prefeito de Petrolina, Simão Durando.

O gestor de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte, reforçou a importância de uma resposta rápida para a questão. “Precisamos encontrar um denominador comum. A união entre as três cidades sertanejas é importantíssima para que tenhamos uma solução efetiva e célere, atendendo as diversas famílias que residem nesta área. O que estamos propondo é uma alteração legal, que atenderá o clamor popular e não trará qualquer risco de impacto ambiental”, afirmou.

O prefeito de Lagoa Grande, Vilmar Capellaro, por sua vez, acredita que a união dos três municípios poderá ser fundamental para garantir a mudança. “Temos a esperança de que o Governo do Estado se sensibilize e atenda esse pleito, que é um pedido das comunidades que estão sofrendo com essas limitações. Não há risco para o meio ambiente com essa mudança, mas sim a garantia de que a população poderá conviver de forma harmônica com o meio ambiente e produzindo para a sobrevivência das famílias”, pontuou o prefeito.

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