Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho apresenta os resultados do Programa Busca Ativa Escolar

Foto: Secom

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, através da Secretaria Municipal de Educação, apresentou, na manhã desta sexta-feira (01), os resultados do Programa Busca Ativa Escolar, que está em execução desde janeiro de 2021 e tem mobilizado ONGs, gestão municipal, secretarias de saúde, programas sociais, além dos conselhos tutelares de cada regional e a sociedade civil. A ação visa identificar os estudantes que estão fora das escolas, solucionando a problemática da evasão escolar, no intuito de levar meninas e meninos de volta à sala de aula, além de dar, às crianças e adolescentes, a chance de prosperar academicamente e conquistar um futuro melhor, por meio dos estudos.

De acordo com a Coordenadora do Programa Busca Ativa Escolar, Aldeniz Santos, o programa teve muito êxito no ano de 2021, visto que, de um total de 944 domicílios visitados, 320 estudantes voltaram a estudar. O esperado é que no ano de 2022 o programa alcance números ainda maiores, pois o objetivo é que todas as crianças e adolescentes do Cabo de Santo Agostinho estejam matriculadas e frequentando as aulas. “O Programa Busca Ativa, em 2021, teve muito êxito e agora, em 2022, esperamos continuar com o trabalho que iniciamos, mas sempre avançando. Ainda, que a gente consiga formar um comitê municipal, aonde poderemos discutir todas as demandas que possam surgir e, dentro de cada escola, seja criado um grupo local, que possa trazer estas demandas ao projeto. Afinal, o que realmente desejamos é que todas as crianças e adolescentes do nosso município estejam matriculadas e frequentando as aulas. O esperado é que, por meio do Busca Ativa Escolar, possamos alcançar o índice de 100% das crianças e estudantes em sala de aula.”

Através da ação realizada durante o ano de 2021, foram visitados 944 domicílios, desse total, 320 alunos retomaram os estudos. Contudo, 202 domicílios estavam fechados em todas as tentativas de visita, sendo 62 casas visitadas, nas quais os pais ou responsáveis se recusaram a atender os agentes do programa; 123 alunos haviam mudado de endereço; 187 endereços não foram encontrados; 4 alunos estavam matriculados e frequentando escolas particulares; 3 pais ou responsáveis não concordavam com o retorno das aulas presenciais; em 29 moradias, os agentes foram impedidos pela população de entrar na comunidade. A saúde também foi um dos problemas enfrentados pelos estudantes: 14 alunos informaram que estavam se recuperando da Covid-19 ou cuidando da mãe acamada, com a doença; gravidez e pessoas com deficiência também foram algumas das justificativas dadas sobre a impossibilidade na volta às aulas.

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