Projeto de Gleide Ângelo incentiva leitura de escritoras pernambucanas

Muitas mulheres que almejam uma carreira no meio literário não ganham visibilidade e enfrentam dificuldades e preconceitos durante o processo de escrita, publicação e venda de seus livros. Além disso, poucas são as autoras que têm a mesma visibilidade em suas obras quando comparadas com as de escritores homens.

Pensando nessa cultura de invisibilidade feminina na literatura, a Deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB), apresentou o projeto de lei nº 1622/20 onde determina que o estado crie políticas públicas de valorização e incentivo a leitura de obras escritas por mulheres pernambucanas.

O Projeto impõe ao Governo do Estado o dever de incentivar a produção, a leitura, a divulgação, a distribuição e a circulação de obras de autoras e artistas femininas. Ou seja, é uma política de fortalecimento e visibilidade para mulheres e determina que nas bibliotecas públicas e nas bibliotecas das escolas estaduais deverão ser exibidas em destaque, em área reservada, os livros escritos por mulheres, a fim de dar a elas visibilidade e estimular o público a lerem essas obras.

“Essa cultura da invisibilidade feminina contribui para que jovens mulheres deixem de acreditar que a literatura também é um lugar de mulher, principalmente as que são estudantes da rede pública de ensino”, disse a parlamentar

De acordo com a quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada em 2016, as mulheres são as que mais leem dentre a população: 59% são leitoras. Além disso, para as pessoas que tiveram uma influência no hábito de leitura (33% dos entrevistados), as representantes do sexo feminino foram as principais responsáveis (11%). Ao saírem do lugar de leitoras, no entanto, os trabalhos das mulheres são ofuscados, e os nomes que ganham destaque são os masculinos.

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