Recife 2020 – João Campos caminha com entusiasmo rumo as eleições municipais

A cidade do Recife já começa a respirar o clima das eleições que se aproximam. Declarações, entrevistas e muitas especulações giram em torno dos projetos que deverão ser montados pelas principais forças e lideranças políticas de Pernambuco visando o comando da prefeitura municipal da capital.

No âmbito estadual, as eleições municipais são observadas como um importante termômetro eleitoral, já que as conquistas oriundas das urnas neste ano, servirão como base para os projetos que serão montados rumo a 2022. Neste cenário, Recife ganha atenção especial das principais lideranças políticas do estado, que buscam demarcar seu espaço e emplacar projetos vitoriosos na cidade.

O prefeito Geraldo Júlio (PSB), que encontra-se no exercício do seu segundo mandato, trabalhará para fazer seu sucessor e manter viva a força e o protagonismo da Frente Popular no município. O nome dado como certo para assumir o desafio de levar o legado do PSB a diante, é o do jovem deputado federal, João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos.

Desafios – João já colocou o seu time em campo e tem atuado para preservar a unidade da Frente Popular na capital, realizando reuniões e dialogando com lideranças políticas de outros partidos. O jovem pré-candidato terá a sua frente o desafio de contornar algumas arestas, fruto do desgaste de um grupo que já se encontra no poder há alguns anos.

Aliados históricos da Frente Popular, por exemplo, têm dado sinais de que poderão apostar em candidaturas próprias neste ano. É o caso do PDT, que tem ventilado a possibilidade de lançar um nome a prefeitura do Recife. O presidente nacional, Carlos Lupi, confirmou a intenção de escalar o deputado federal Túlio Gadelha para a disputa.

Há ainda movimentos semelhantes partindo do MDB, onde o senador Fernando Bezerra Coelho tem atuado para afastar a legenda da Frente Popular. No seu caminho, o mesmo enfrenta a resistência de figuras como o deputado federal e presidente estadual do partido Raul Henry e do senador Jarbas Vasconcelos.

Já no PT, a disputa interna é escancarada e protagonizada pela deputada federal Marília Arraes e o senador Humberto Costa. Através de resolução da Executiva Nacional do Partido, foi estabelecido que a agremiação deverá lançar candidaturas próprias em cidades com mais de 200 mil habitantes, tese defendida por Marília, que pretende ser candidata e rechaçada por Humberto, que defende a permanência da aliança do PT com o PSB.

Frutos – Apesar disso, as articulações de João Campos já têm gerado frutos e algumas legendas já tem dado sinais claros de que permanecerão no projeto da Frente Popular. É o caso do PP, comandando no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, que não tem se furtado de dá sinais de apoio a postulação de João Campos a prefeitura da cidade.

Outra legenda que dava sinais de distanciamento em relação ao PSB, era o PSD, comandado pelo deputado federal André de Paula. Nos últimos tempos, o deputado demostrou sua insatisfação em relação à forma como o seu partido vinha sendo tratado pelo grupo, o que acabou fazendo com que seu nome fosse anunciado como pré-candidato a prefeito do Recife. Entretanto, recentes gestos de João Campos, fizeram com que André ponderasse sobre o afastamento.

Outra legenda que poderá fazer o caminho de volta a Frente Popular, é o PRB, do deputado federal Silvio Costa Filho, que atuou nos últimos anos no campo das oposições no Estado e integrou o projeto capitaneado por Armando Monteiro (PTB) durante as eleições de 2018. Apesar de ainda não confirmar uma decisão, Silvinho já adiantou que tem dialogado com o pré-candidato João Campos.

Oposição – Já no campo das oposições no Recife, ainda não há consenso entre as principais lideranças se deverá ocorrer o lançamento de uma candidatura única ou de múltiplas candidaturas. A falta de unidade preocupa, e, aparentemente, o grupo caminha para cometer os mesmos erros notabilizados no último pleito municipal.

Nomes como o da deputada estadual Priscila Krause (DEM), do deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), do ex-deputado Mendonça Filho (DEM), da delegada Patrícia Domingos (Podemos) despontam como possíveis candidatos no campo das oposições. Partidos a exemplo do NOVO, PSC, PSOL e PSDB também dão conta da possibilidade de lançarem candidaturas próprias.

No caminho – Embora o cenário ainda se desenhe incerto, observa-se que o projeto de João Campos segue com entusiasmo e bem encaminhado rumo as eleições municipais, sobretudo em comparação ao grupo de oposição, que se mantem sem solidez e parece incapaz de montar uma estrutura política tão forte quanto a Frente Popular.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.