Seminário vai discutir os desafios e o potencial do mercado de gás no Brasil

By 18/07/2022 - 10:40Brasil

Especialistas, empresários e pesquisadores vão participar do evento, nesta terça-feira (19), na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), no Recife. O diretor-presidente do Porto de Suape, é um dos convidados

 

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia despertou o mundo para a relevância do gás como insumo básico na geração de energia mais limpa e sustentável, no presente e mais ainda no futuro. A guerra detonou uma crise energética pela escassez de gás e petróleo, elevando os seus preços e repercutindo no aumento da inflação nos países, a maioria dependente dessa commodities para sustentar a economia.

 

O diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Roberto Gusmão, participará da programação do seminário. O porto pernambucano vem se preparando para receber dois grandes projetos na área (Regás e Terminal de Tancagem de GPL), Essa crise é também uma oportunidade para discutir os desafios e o potencial do mercado de gás no Brasil, à luz do Marco Regulatório do Gás Natural, sancionado pelo presidente da República, em 2021. Neste cenário, o Seminário GÁS – o combustível da transição energética, uma realização do http://www.movimentoeconomico.com.br, em parceria com a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), reunirá especialistas, empresários e estudiosos, nesta terça-feira (19), no Recife, para mostrar o que já existe e o que ainda é preciso fazer para a expansão desse mercado.

O interesse é compartilhado entre vários setores da indústria, do agronegócio e dos serviços. O Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) e a On Corp, fabricante de sistemas para geração de energia, apoiam o seminário. que trará experiências exitosas na produção de biogás e de biometano, derivado do biogás e substituto do gás natural, com a vantagem de ser um insumo renovável.

Pernambuco e Ceará se destacam, respectivamente, pela geração do biogás a partir do lixo de aterros sanitários, e pelo case da união entre governo estadual e iniciativa privada para produzir o biometano, que já responde por 15% do gás distribuído pela Companhia de Gás do Ceará – Cegás. A inscrição é gratuita e pode ser realizada no seguinte endereço https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZvb3dOfSynq5JQ7WaKbwhVPmuLSEhuUKnPJADV4k7CZKhjQ/viewform. O auditório da Fiepe fica localizado no prédio sede da instituição, localizado no cruzamento das Avenidas Norte e Cruz Cabugá, em Santo Amaro, área central do Recife.

Esses insumos já começam a ser gerados para produção de energia limpa, renovável e mais acessível, por prefeituras que investem em políticas ambientais e vêm extinguindo lixões com os aterros sanitários; pelos produtores avícolas e por usinas de açúcar e álcool que aproveitam os rejeitos da produção.

“Diante das incertezas econômicas e de um cenário de guerra, o Movimento Econômico, cumprindo seu papel de contribuir com o ambiente de negócios, quis saber como está o mercado de gás. Como ele pode afetar a dinâmica das empresas. Pensamos no evento e conversamos com vários especialistas para montar a programação, que traz análises sobre um mercado que tem muito a crescer, com novos terminais de regaseificação e com o avanço do biogás, do biometano e de novas tecnologias. Temas que iremos levar ao evento”, diz a jornalista Patrícia Raposo, fundadora do http://www.movimentoeconomico.com.br.

PROGRAMAÇÃO

Convidados por suas trajetórias e vivências na pesquisa, no mercado e na política de energias renováveis, com foco no gás, os palestrantes do Seminário GÁS – o combustível da transição energética, vão ampliar as perspectivas do público depois de suas apresentações e debates em mesas-redondas.

A palestra de abertura será com o presidente da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – Abegás, Augusto Salomon. No cargo desde 2009, ele é uma das autoridades para falar do tema escolhido: “O potencial do mercado de gás”, que será debatido em seguida com o coordenador geral de Agroenergia do Ministério das Minas e Energia, Cid Caldas; o diretor da On Corp, João Mattos, e o presidente do Porto de Suape, Roberto Gusmão.

A palestra seguinte será a do presidente da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, um dos maiores especialistas do Brasil em mercados agrícolas, sobre o tema “Biogás como solução energética descarbonizada”. Na sequência, a mesa de debates formada pelo presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha; o assistente da diretoria Técnica-Comercial da Copergás, Fabio Morgado; e a gerente executiva da Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Tamar Roitman.
No encerramento, o presidente da Cegás, Hugo Figueiredo, irá apresentar o “Case da Cegas com o biometano”, abrindo espaço para a discussão na mesa redonda do tema “Oportunidades de negócios no mercado de biometano e biogás”, com as participações do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco – Adepe, Roberto de Abreu e Lima, e do secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, José Fernando Thomé Jucá.

PROJETOS EM SUAPE

Suape receberá investimento de R$ 1,3 bilhão para tancagem de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de cozinha). O novo terminal, que será instalado pelo Grupo Edson Queiroz/Copagaz, contará com unidade de infraestrutura de 90 mil metros cúbicos de tancagem, além da implantação de dutos para movimentar a matéria-prima e fazer as conexões logísticas. O diferencial está na tecnologia, inédita no Brasil, na qual o gás é armazenado refrigerado, ocupando volume reduzido, o que permite ampliar a capacidade de estoque. A previsão é de que o terminal, de 60 mil metros quadrados, comporte, anualmente, cerca de 500 mil toneladas de GLP.

 

A execução da obra está prevista para começar no segundo semestre de 2022, gerando 1.000 empregos no decorrer da implantação.
A estatal portuária também prevê a implantação de um Terminal de Regaseificação, que deverá transformar o GNL (Gás Natural Liquefeito) para otimizar a distribuição via dutos para a região e fortalecer a capilaridade do setor, que já conta com boa conectividade à malha de distribuição nacional. A estrutura utilizada será composta por um navio indústria que transformará o GNL para posterior distribuição através de dutos. A implantação do Regás gerará investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões para Pernambuco 3 e cerca de R$ 4 milhões em tarifas portuárias. Quando as obras começarem, vão gerar 500 empregos.

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