Túlio Gadêlha entra com representação no MPPE para apurar o que ocorreu com as notas dos alunos do Programa Ganhe o Mundo

By 29/09/2021 - 18:07outubro 5th, 2021Pernambuco

 

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) acionou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pedindo a apuração do caso de 280 estudantes da Rede Estadual de Ensino, que viajaram pelo Programa Ganhe o Mundo, para cursarem parte do Ensino Médio em países do exterior, mas que, até hoje, não receberam as notas referentes ao período fora do País. Com isso, esses estudantes não estão conseguindo se inserir no mercado de trabalho ou em universidades, já que suas Fichas 19 (comprovação de conclusão do Ensino Médio) não estão completas.

Os adolescentes viajaram entre os anos de 2015 e 2020, período em que o Programa esteve ativo no Governo de Pernambuco. Ocorre que, conforme relato dos estudantes, houve um atraso no pagamento do intercâmbio às instituições que fomentaram os estudos destes jovens no exterior. Em virtude do atraso nos aportes para custeio do referido Programa à empresa responsável por viabilizar o intercâmbio, 2G Turismo, esta teria recebido as notas, contudo as mesmas não teriam sido repassadas para as Instituições de Ensino Estadual, responsáveis pela emissão da de conclusão do Ensino Médio.

Os estudantes afirmam que entraram em contato com a Secretaria Estadual de Educação e Esportes a fim de conseguirem a emissão do documento, mas não tiveram êxito. Para o deputado federal Túlio Gadêlha, a falta da ficha de conclusão causa a interrupção da carreira dos jovens, prejudicando-os na formação e atrasando sua entrada nas universidades: “Não estamos aqui criticando o projeto de intercâmbio, mas a desorganização do Governo de Pernambuco que vem prejudicando centenas de estudantes, que não obtém respostas, e seguem impedidos de serem contratados por empresas ou ingressarem na universidade. Sem o certificado de conclusão, o jovem não evolui na carreira. Precisamos apurar o que houve e, finalmente, resolver de uma vez por todas esse problema”, explicou Túlio Gadêlha.

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