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Coluna FalaPE – Paulo Câmara surpreende com vinda da Escola de Formação do Exército para Pernambuco

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O governador Paulo Câmara surpreendeu com o aval do presidente Jair Bolsonaro. É que o Exército Brasileiro escolheu Pernambuco para sediar a sua nova Escola de Formação e Graduação de Sargentos de Carreira. A decisão foi comunicada oficialmente pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira, ao governador, ontem.

É bem verdade que o estado foi o vencedor de uma espécie de “leilão”; mas a gestão de Paulo fez sua parte. O Governo de Pernambuco se comprometeu a investir mais de R$ 320 milhões em obras de infraestrutura no entorno da área onde será instalada a instituição, que vai concentrar cerca de 10 mil pessoas, entre alunos, professores, pessoal de apoio e familiares.

E tem muita cidade da Metropolitana que vai sair ganhando. A escola também vai criar um novo polo de desenvolvimento em uma região limítrofe entre os municípios do Recife, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima e Araçoiaba.

“Por quase dois anos, foi realizado acurado trabalho que analisou possíveis locais em todo o território nacional, sendo pautado por aspectos eminentemente técnicos. Como resultado, três guarnições foram selecionadas para a segunda fase do trabalho, na qual o estudo foi ainda mais minucioso. Ao término desse processo, ouvido o Alto Comando do Exército, a cidade selecionada para sediar a nova escola é Recife-PE”, afirmou o general, por meio de ofício.

O governador comemorou a conquista.
“Quero agradecer ao comandante Paulo Sérgio Nogueira e ao seu Estado Maior pelo profissionalismo de todo o processo, assim como o empenho de todo o nosso time e da bancada pernambucana no Congresso Nacional, que muito contribuiu para mais essa vitória”, pontuou Paulo Câmara.

O povo quer saber: para quem devem ir os louros da vinda da Escola de Formação do Exército: Paulo Câmara ou Bolsonaro?

Coluna FalaPE – Agendas separadas comprovam rompimento entre Miguel e Bolsonaro

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Não precisa nem ter a declaração oficial; os fatos falam por si. O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, está na oposição ao presidente da República, mesmo com seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, ocupando o cargo de líder do governo na Casa Alta; e da sua gestão ter se beneficiado com milhões da União. A distância entre Miguel e Bolsonaro é tão gritante que ninguém procura mais esconder nada.

Essa realidade ficará ainda mais clara hoje. Nesta quinta-feira (21), justamente no dia em que Bolsonaro vai estar no Sertão pernambucano, principal reduto eleitoral de Miguel, o prefeito de Petrolina vai voar para bem longe da região. O pré-candidato a governador vai ao Grande Recife e ao Agreste atrás de apoios para seu projeto político de chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

Quem fica em uma sinuca de bico é Fernando Bezerra Coelho, que, certamente, deve ter estimulado o filho a sair do Sertão durante a passagem do presidente da República pela região. Ao contrário da imagem que querem passar os Coelhos, é muito difícil, à esta altura do campeonato, desvincular Miguel do Governo Bolsonaro. Todo mundo neste estado sabe que o prefeito só faz uma gestão exitosa em Petrolina graças ao dinheiro verde e amarelo da União.

No meio do caminho entre Esquerda e Direita, Miguel pode se perder e acabar sem ir a lugar algum na disputa pelo Governo de Pernambuco. De um lado, ele vai enfrentar o candidato do PSB, que, provavelmente, será Geraldo Júlio, bombado pelo apoio do ex-presidente Lula, disparado maior cabo eleitoral do Nordeste. Do outro lado, virá um representante do Bolsonarismo, que herdará todos os votos que irão para o presidente-candidato.

Se não terá Miguel Coelho no seu palanque, Bolsonaro, como a Coluna Fala PE antecipou, ontem, deve sinalizar para o seu escolhido nos eventos de hoje. Estão na corrida para ganhar a benção do presidente o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, os deputados estaduais Clarissa Tércio e Alberto Feitosa; e o Coronel Meira, presidente do PTB em Pernambuco.

Os quatro estarão se acotovelando por holofotes na passagem de Bolsonaro por Sertânia, logo mais, quando o chefe da nação vai inaugurar uma obra incompleta: o Ramal do Agreste, que promete resolver a falta de água em 23 municípios do interior do estado. A trupe bolsonarista já está a postos esperando qualquer sinal do presidente.

Na mesma hora, Miguel estará dando início, segundo a sua assessoria, a um giro que promete percorrer 70 cidades até o final de 2021 – serão 11 só nesta primeira etapa. O petrolinense corre contra o tempo para romper a barreira do desconhecimento e tentar chegar competitivo no pleito do ano que vem. Já o presidente, seu ex-aliado, se vê, agora, com a dificuldade de ungir um nome para representá-lo.

O povo quer saber: até quando FBC vai se manter na liderança do governo no Senado?

Coluna Fala PE – Bolsonaro e a dura tarefa de escolher seu candidato a governador de Pernambuco

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O presidente da República volta a Pernambuco nesta quinta (21), para uma agenda administrativa no interior. Mas o que vai chamar atenção mesmo é a pauta política. Com o período de pré-campanha se afunilando e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, cada vez mais distante, Jair Bolsonaro vai ter que tirar da manga um nome de dentro do Bolsonarismo para representá-lo na disputa do ano que vem.

Ao que tudo indica, Bolsonaro tem sinalizado para seu ministro do Turismo, Gilson Machado Neto. Amigo pessoal do presidente, com quem tem trânsito livre, o pernambucano se colocou à disposição do chefe para candidatar-se. “Estou pronto para qualquer coisa que ele determinar. Amanhã, pode acontecer tudo, inclusive nada”, pontuou Gilson, em entrevista à Rádio Clube.

O titular do Turismo, dentre todos os nomes apontados, é realmente o que mais recebe sinais do presidente. Além de circular sempre ao lado de Bolsonaro – quando o ex-capitão fez seu tradicional passeio de moto aqui foi Gilson quem estava na garupa -, o ministro está sempre em Pernambuco. Toda semana ele participa de algum ato do Governo Federal no estado, mesmo que a pauta em nada tenha a ver com a sua pasta.

Novo expoente do Bolsonarismo, aquele do estilo mais radical nos costumes, a deputada estadual Clarissa Tércio parece estar fazendo pressão para ser ela a indicada. A parlamentar é a mais aguerrida defensora das pautas ligadas ao presidente. Também age para ocupar espaços na mídia como sendo a potencial escolhida para a missão. Para tal, a deputada de vertente evangélica topa abrir mão de tentar a reeleição.

Também amigo do presidente e com o comando estadual do PTB, o Coronel Meira se coloca abertamente para a disputa. Em entrevistas, o policial aposentado, que já queria ter sido o candidato de Bolsonaro em 2018, reafirma sempre que seu partido lançará um postulante ao Palácio do Campo das Princesas. Só não se sabe se será ele mesmo ou outra pessoa.

Correndo por fora e menos cotado está o também deputado estadual Alberto Feitosa, que, assim como Clarissa Tércio, é um fiel e voraz defensor de Bolsonaro. O parlamentar, que foi de um extremo a outro da política, quando saiu da Frente Popular para aderir ao Bolsonarismo, apesar da defesa da agenda do presidente, parece que vai mesmo tentar a reeleição para Alepe. Mesmo com essa nova postura bolsonarista, Feitosa ainda é um político de carreira que vive de mandato.

Esse é o cardápio com o qual o presidente vai se deparar amanhã quando desembarcar no estado. Bolsonaro sabe que vai ter que ungir desses quatro nomes o seu candidato a governador. Portanto, é bem capaz que ele sinalize essa preferência com mais notoriedade nesta nova passagem por Pernambuco. Estaremos aqui atentos a todos os movimentos!

O povo quer saber: quem o leitor da coluna prefere para ser o candidato de Bolsonaro a governador?

Coluna FalaPE – André de Paula, Augusto Coutinho e Renildo Calheiros com os mandatos ameaçados

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Além de Raul Henry e de Wolney Queiroz, que vive um drama no PDT, a regra eleitoral para a disputa de 2022 pode sepultar os desejos de renovação de mandato de três outros deputados federais de pedigree e carreiras consolidadas. Com a impossibilidade de levarem seus partidos para coligações na proporcional, André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD) e Renildo Calheiros (PCdoB) estão com seus mandatos ameaçados, podendo ficar de fora da próxima legislatura caso fiquem onde estão.

Um dos políticos pernambucanos com melhor trânsito em Brasília, sendo um quadro reconhecidamente agregador, André de Paula, que preside o PSD pernambucano, tem votos de sobra para se reeleger. Mas está em uma legenda que, saindo só, certamente terá dificuldade de bater um número de votos necessários para assegurar uma das 25 cadeiras que o estado terá direito em Brasília.

O fato é, no mínimo irônico, já que André de Paula, inclusive, é um dos nomes lembrados na Frente Popular para o Senado. E dimensão para isso ele tem de sobra. Ou seja, o deputado pode ir de quase candidato a senador a possível derrotado em uma eleição para federal. Vale salientar também que, dos três em questão, André é o que mais tem capacidade de montar o partido para reeleger-se.

Augusto, assim como o colega deputado, é um excelente quadro; presidente do Solidariedade em Pernambuco e um dos coordenadores da bancada pernambucana. Preparado, conhecedor das funções legislativas, ele tem serviço prestado para ter uma boa votação nas urnas. Mas, assim como André, carece de uma sigla que lhe dê a segurança de concorrer sozinha e fazer pelo menos uma cadeira.

Menos que o PSD, o Solidariedade, apesar de contar com uma prefeitura robusta como a de Olinda, não tem quadros nem apoios no interior que façam de Augusto Coutinho um nome certo para renovar seu mandato no ano que vem.

No mesmo caminho vai Renildo Calheiros. Experiente, articulador dos bons, ex-prefeito e um dos deputados que mais conhecem os caminhos na capital, o parlamentar pode ser mais uma “vítima” da regra eleitoral, caso o PCdoB tenha que sair só para a disputa proporcional.

Mas, ao contrário dos colegas, Renildo vê com mais facilidade uma luz no final do túnel! Seu partido pode fundir-se ao PSB, atualmente a maior estrutura eleitoral de Pernambuco, e fazer com que o ex-prefeito de Olinda escape da degola. Há ainda outra chance. Se os comunistas formarem, no plano nacional, uma federação com os socialistas, ou mesmo com os petistas, aí Renildo pode respirar aliviado e ir para a disputa com chances de lograr êxito.

Uma saída comum aos três deputados analisados na coluna de hoje, como também a Raul Henry e a Wolney Queiroz, é deixarem seus atuais partidos e se abrigarem na mesma legenda, seja ela qual for, para irem para a disputa com possiblidade mais clara de escapar. O ponto negativo é que, fora dos partidos de origem, eles poderiam perder na prática o comando dessas agremiações. Uma coisa é fato: qualquer que seja a decisão desses deputados, ela terá de ser tomada em breve, porque o tempo não para!

O povo quer saber: qual partido pode abrigar André de Paula, Augusto Coutinho e Renildo Calheiros?

Coluna FalaPE – Raquel invade reduto de Miguel, conquista apoios e prepara adesões em massa

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Um dos nomes mais bem colocados da oposição para o Governo de Pernambuco, a prefeita Raquel Lyra (Caruaru) invadiu redutos do seu “concorrente” de bloco, o gestor de Petrolina, Miguel Coelho. A filha do ex-governador João Lyra, que prepara o lançamento de adesões em massa de candidatos a deputado, tem conquistado apoios importantes no quintal do filho do senador Fernando Bezerra Coelho.

Pela primeira vez desde que se iniciou a pré-campanha ao Palácio do Campo das Princesas, Raquel começa a desenhar seu quadro eleitoral no estado. Nesse sentido, a prefeita avançou sobre bases de Miguel nos sertões, inclusive o do São Francisco, de onde vem o gestor petrolinense. Com o movimento, a caruaruense quer ampliar sua influência longe dos seus redutos.

Mais conhecida do que Miguel na Região Metropolitana, onde estão a imensa maioria dos votos, e no Agreste, onde seu sobrenome é fortíssimo, Raquel está à frente do concorrente na disputa pela hegemonia no bloco oposicionista, que deve ter dois candidatos ao governo em 2022 para enfrentar o nome apresentado pelo PSB para suceder Paulo Câmara.

Alguns desses apoios de Raquel Lyra já começaram a ser anunciados. Eleito em 2016 o vereador mais jovem da história política de Orocó, Ismael Lira foi candidato a prefeito em 2020, ficando em segundo lugar com 40% dos votos; e hoje é o principal nome da oposição no município. Sábado passado, Ismael declarou apoio à prefeita de Caruaru.

Após reunião com Raquel Lyra, Ismael publicou no seu Instagram: “Com a mulher que mudou Caruaru e que vai mudar Pernambuco. Raquel, conte com meu apoio, entusiamo e militância”.

Ex-senador e candidato por duas vezes a governador em 2014 e 2018, Armando Monteiro Neto é o principal nome da oposição a chancelar a candidatura de Raquel. Com boa votação nas duas eleições que disputou, Armando tem reiterado as qualidades da prefeita de Caruaru, sua companheira de partido, já que ele filiou-se ao PSDB para candidatar-se no ano que vem, provavelmente, a deputado federal.

Outra importante força da oposição, o clã dos Ferreira, também está com Raquel. Nos bastidores, a informação é que o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, vai formar a chapa com a caruaruense concorrendo ao Senado.

O povo quer saber: quem são as adesões do Sertão que Raquel deve anunciar?

Coluna FalaPE – Bolsonaro volta a Pernambuco para tentar ganhar espaço em território lulista

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Na próxima quinta-feira (21), o presidente da República volta a cumprir agenda em Pernambuco menos de dois meses após a sua última vinda. Jair Bolsonaro retornará à Sertânia, no Sertão, para entregar o Ramal do Agreste. Para além da pauta administrativa, o mandatário corre contra o tempo para imprimir uma marca política e avançar em um território majoritariamente lulista.

Bolsonaro deve estar acompanhado de alguns ministros, como Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Gilson Machado Neto (Turismo); esse último com base eleitoral em Pernambuco e apontado como uma das alternativas para concorrer ao governo empunhando a bandeira do Bolsonarismo.

Segundo informações do ministro Rogério Marinho, Bolsonaro vai inaugurar, na cidade de Petrolina, também no Sertão, um perímetro irrigado com cinco mil hectares. O presidente ainda dará ordem de serviços para uma segunda área de irrigação. O ministro do Desenvolvimento Regional assegurou que a orientação do chefe é “abraçar” o Nordeste independente de questões políticas.

Rogério Marinho destacou a parceria com o Governo de Pernambuco e garantiu que os recursos para a conclusão da adutora do Agreste, cuja responsabilidade de execução é do Governo do Estado com recursos federais, estão com os repasses em dia. “Nós temos repassado os recursos de forma regular”, assegurou.

“Toda ação que estamos fazendo tem um foco; a segurança hídrica”, disse Rogério Marinho, apontando que a prioridade dos investimentos são para “a população brasileira que tem uma carência maior”.

“Agora esse dinheiro está sendo investido aqui no Brasil”, frisou Marinho. “Nós temos ações espalhadas por todo o território nacional. Na hora em que sentei nesta cadeira, recebi uma missão do presidente: enfrentar os processos de desigualdades no Norte e Nordeste”, salientou Rogério Marinho.

O povo quer saber: o prefeito Miguel Coelho vai aparecer na agenda de Bolsonaro em Petrolina ou vai se esconder?

Coluna FalaPE – Carlos Veras aposta em discurso contra Bolsonaro para crescer votação

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Caminhando para disputar a reeleição de deputado federal, o petista Carlos Veras está centrando fogo no discurso anti-Bolsonaro, tanto nas suas redes sociais, quanto na Imprensa. A estratégia é clara: investir na argumentação contra o presidente da República como uma forma de cativar o eleitorado pernambucano que é notadamente lulista.

No último dia oito de outubro, acompanhando o governador Paulo Câmara nos giros pelo interior do estado, Carlos Veras fez duras críticas ao presidente Bolsonaro, principalmente, sobre o veto sobre a distribuição de absorventes. Veras aproveitou para ressaltar a atitude de Paulo Câmara de fornecer a distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda. “Se Bolsonaro não gosta do nordestino, nós temos uma equipe que defende a região”, afirmou.

Ontem, ao lado do governador em Amaraji, na Mata Sul, novamente em um giro do “Plano Retomada”, o deputado federal comparou Bolsonaro ao governador Paulo Câmara. “Bolsonaro mentiu! Disse que iria pagar o 13º do Bolsa Família e não pagou! O governador Paulo Câmara pagou”, bateu Carlos Veras, para delírio dos governistas presentes no evento.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado participou de reunião com a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, no último dia oito. A audiência teve como foco o garimpo na Terra Indígena Yanomami e foi solicitada pela deputada federal Joenia Wapichana.

Na oportunidade, Veras destacou a luta em defesa dos direitos humanos no país. “Nos últimos anos, tem aumentado significativamente o número de violações contra os povos indígenas, quilombolas, mulheres e população LGBTQIA+”, disse Veras, fazendo referência ao Governo Federal.

O parlamentar também falou sobre a instabilidade política no país e os ataques às instituições democráticas feitos pelo presidente da República, ao comentar o discurso de Bolsonaro no sete de Setembro. “Ela se mostrou bem informada sobre o que ocorre no Brasil e preocupada com tantos retrocessos”, disse o deputado pernambucano, citando Michelle Bachelet.

O povo quer saber: a estratégia de Carlos Veras está correta?

Coluna FalaPE – Exclusivo: Prefeito de Salgueiro deve apoiar Pedro Campos para deputado federal e lançar um nome da terra para deputada estadual

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O próprio ainda não assumiu publicamente; e nem precisa! Mas já é fato que o engenheiro Pedro Campos, filho do meio do ex-governador Eduardo Campos e irmão do prefeito João Campos (Recife), será o candidato a deputado federal da família e do grupo político que comanda Pernambuco desde 2007. Isso ficou claro na informação exclusiva que a Coluna Fala PE obteve, de que o atual gerente da Secretaria de Planejamento de Pernambuco será apoiado pelo prefeito de Salgueiro, no Sertão, Marcone Libório de Sá.

Socialista raiz e aliado de Eduardo antes mesmo de o neto de Arraes virar governador, Marcone é totalmente identificado com o partido. Prefeito pela terceira vez, foi lançado na política anos atrás por uma socialista histórica, a ex-prefeita e ex-deputada Dona Creuza Pereira, a maior liderança do PSB em Salgueiro e uma das mais antigas no estado. Pessoa que sempre teve a ampla e irrestrita confiança de Eduardo e Arraes.

Nesse cenário, Marcone, que já havia governado Salgueiro duas vezes, retomou a Prefeitura Municipal em 2020, vencendo o empresário e presidente do Salgueiro, o clube de futebol, Clebel Cordeiro. Já antes, em 2018, o atual gestor já havia assegurado 7,5 mil votos a João Campos, quando o prefeito do Recife estourou de votos para deputado federal.

Nada mais natural que, agora, de volta à cadeira de prefeito, Marcone Libório optasse por um Campos para votar para deputado federal. Ele escolheu Pedro, a quem conhece desde criança e com quem tem forte laços políticos; pavimentados em anos de parceria. Agora, com a máquina na mão e uma gestão bem avaliada, é bem provável que Marcone faça com que o irmão de João Campos ultrapasse a votação que o próprio prefeito do Recife teve em 2018.

Ancorado nessa boa aprovação e como uma estratégia para fazer a dobradinha com Pedro Campos, Marcone Libório, em uma jogada inteligente, vai lançar um nome da terra para a Assembleia Legislativa. Uma tática, vale salientar, bem sucedida em várias outras ocasiões.

Para tal, Marcone resolveu lançar a vereadora Eliane Alves, também do PSB, para deputada estadual. A parlamentar, a quinta mais votada em 2020, é a aposta do prefeito para estender seu lastro político na cidade. Se levarmos em conta que Salgueiro é um polo regional, que irradia influência para todo Sertão Central, a jogada de Marcone foi mais do que certa. Agora, é arregaçar as mangas e cair em campo atrás de votos!

O povo quer saber: quem será o próximo prefeito a apoiar Pedro Campos?