
O ex-prefeito de Serra Talhada e atual deputado estadual, Luciano Duque (SD), está sendo alvo de críticas devido à sua postura contraditória ao questionar a adesão de algumas lideranças políticas ao grupo do Deputado Federal Waldemar Oliveira (AVANTE) e seu irmão Sebastião Oliveira, presidente do Avante, sem manifestarem apoio a ele como deputado estadual eleito pelo grupo da prefeita.
Duque se mostra incoerente ao criticar agora o que antes defendia com orgulho: a característica democrática de seu grupo, sempre receptivo a novos integrantes que compartilhassem da visão de desenvolvimento do município. Em abril de 2015, a imprensa local destacou a chegada ao grupo de Luciano Duque, prefeito de Serra Talhada, do aliado de longa data de Sebastião Oliveira, Faeca Melo. A adesão de Faeca foi premiada com uma secretaria na gestão de Duque.
Na ocasião, Faeca Melo causou polêmica ao afirmar na sua chegada, que, apesar de ingressar no grupo de LD, continuaria apoiando o Deputado Federal Sebastião Oliveira. Suas palavras foram claras: “Estou com Sebastião em 2018, mas em 2016 vou subir no palanque do prefeito Luciano Duque”. Essa atitude do passado expõe a incoerência atual do Deputado Estadual Luciano Duque, que critica hoje uma aliada por fazer algo que ele próprio incentivou pouco tempo atrás.
Essa discrepância de posicionamentos nos remete a um velho ditado: “Nesse grande futuro, não podemos esquecer do nosso passado”. O histórico de atitudes semelhantes evidencia a contradição de Luciano Duque ao repreender adesões ao grupo de Márcia, a prefeita, enquanto ele mesmo não hesitou em receber novos integrantes em seu grupo, mesmo quando esses mantinham apoio a outras lideranças políticas.
Dentro desse contexto o que dizer de sua postura em relação a traição a sua vice Tatiana Duarte, ao ex prefeito Carlos Evandro, ao deputado Kaio Maniçoba, ao Deputado Federal Fernando Monteiro, ao presidente Lula e agora a vice presidente do Solidariedade Marília Arraes. Em entrevista concedia recentemente, o deputado estadual Luciano Duque, diz que a decisão da maioria deveria ser respeitada, mas como respeitar uma decisão, se nem a própria Marília foi avisada dessa movimentação encabeçada pelo deputado.
Nesse contexto, fica claro que a postura de Duque levanta questionamentos sobre sua coerência política, podendo repercutir negativamente em sua imagem e nas relações políticas do município. A incoerência revelada ressalta a importância de se manter uma conduta alinhada aos princípios e discursos defendidos, a fim de fortalecer a credibilidade e a confiança junto ao eleitorado e à classe política.