Ninha Professora vota contra suplementação após ter autorizado mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024 em Gravatá

29/04/2026 às 10:48h Redação FalaPE

Dados mostram que, enquanto secretária, vereadora utilizou o mecanismo de ajuste orçamentário em todos os anos de gestão

A vereadora Ninha Professora votou contra o projeto de lei que autorizava a suplementação orçamentária do município de Gravatá, decisão que ganhou repercussão diante do histórico da própria parlamentar à frente da Secretaria de Educação.

Entre 2021 e 2024, período em que comandou a pasta, Ninha recorreu ao instrumento de suplementação em diferentes momentos para ajustar o orçamento e garantir o funcionamento das ações da secretaria. Os valores registrados ao longo dos anos foram:

  • 2021: R$ 27.334.365,00
  • 2022: R$ 32.486.936,00
  • 2023: R$ 32.895.863,21
  • 2024: R$ 13.734.058,00 (até deixar o cargo)

Somados, os números ultrapassam R$ 106 milhões em suplementações realizadas durante sua gestão.

A suplementação orçamentária é considerada uma ferramenta técnica comum na administração pública, utilizada para adequar despesas e assegurar a continuidade de serviços essenciais. O voto contrário da vereadora, portanto, gerou questionamentos sobre a diferença de posicionamento entre sua atuação como gestora e como parlamentar.

O caso segue repercutindo no cenário político local, especialmente pelo impacto que decisões desse tipo podem ter no funcionamento da máquina pública e na execução de políticas municipais.


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