
Redução da margem de remanejamento para 2% gera questionamentos sobre responsabilidade dos vereadores e pode impedir pagamento de servidores mesmo com dinheiro em caixa.
Uma situação delicada envolvendo a Câmara Municipal e a execução do orçamento público acendeu um alerta em Gravatá, e o impacto pode chegar diretamente ao bolso do servidor já neste mês de abril. Após a divulgação de um vídeo da oposição, o debate ganhou ainda mais força. No material, há uma tentativa de justificar o voto que eles deram no ano passado, que reduziu drasticamente a margem de remanejamento do orçamento municipal.
A origem de uma polêmica que hoje preocupa servidores de Gravatá remonta ao dia 7 de setembro de 2025, quando a Câmara Municipal aprovou uma mudança considerada decisiva no orçamento do município. Na ocasião, uma pauta de grande impacto teve como relator um vereador, que apresentou parecer favorável à redução da margem de remanejamento orçamentário de 40% para apenas 2%, uma alteração significativa em relação ao que vinha sendo praticado nos anos anteriores. A proposta acabou sendo aprovada por unanimidade dos presentes, sem votos contrários.
O orçamento municipal é elaborado no segundo semestre de um ano para execução no ano seguinte. Porém, a realidade administrativa muda constantemente, e a própria lei prevê mecanismos de ajuste, como suplementação e remanejamento. Historicamente, Gravatá operava com uma margem de cerca de 40% para esses ajustes. A Câmara, no entanto, aprovou a redução para apenas 2%. Na prática, isso significa uma forte limitação na capacidade da gestão de reorganizar recursos.
Mas a pergunta que fica é direta: os vereadores tinham clareza das consequências práticas dessa decisão?