
Transformam tragédia em conteúdo, problemas em espetáculo e o mandato em palco — enquanto a cidade paga o preço do oportunismo.
Ulysses Guimarães já advertia: “se o Legislativo está ruim, espere o próximo”. Em Gravatá, o próximo chegou e resolveu transformar mandato em espetáculo.
Aldo La Massa, Silmara Enfermeira, Ninha Professora, Rafael Prequé e Ricardo Malta não legislam, encenam. Invadem escolas, entram em postos de saúde, expõem servidores e distorcem fatos para produzir vídeo. Não fiscalizam: encenam.
Após as fortes chuvas do dia 01/05, que atingiram todo o estado de Pernambuco, Gravatá foi a cidade do Agreste com o maior volume registrado: mais de 120 milímetros em um único dia. Diante do sofrimento real de famílias atingidas, o que se viu foi oportunismo. O drama virou conteúdo. A tragédia, roteiro.
Agem como urubus: não constroem nada, apenas sobrevoam o problema esperando o pior para explorar.
Percorrem a cidade mostrando buraco e esgoto estourado como se fosse “denúncia inédita”, omitindo o óbvio: município é organismo vivo — problema surge, se resolve, outro aparece. Isso exige gestão, não teatro.
Recentemente votaram contra a um ajuste orçamentário que garantia o pagamento dos servidores públicos.
E quando propõem algo, é sempre o mesmo: populismo barato, inviável, feito para viralizar — nunca para funcionar.
Gravatá não precisa de vereador-influenciador nem de urubu de crise. Precisa de diálogo sério — não de quem torce pelo pior para ganhar curtida.